Passeio Pinguinera Terrestre em Ushuaia

Com certeza um dos pontos altos de nossa viagem a Patagônia Argentina foi o encontro com Pinguins. E isso foi possível no passeio conhecido como Pinguinera Terrestre em Ushuaia, o “Fin Del Mundo“.

Esse passeio não contempla somente uma visita a ilha onde os pinguins vão para se reproduzir. Além disso, ele engloba uma série de atividades que fazem você ficar por dentro da história de Ushuaia. Nós reservamos o passeio em formato de parceria com a agência Brasileiros Em Ushuaia e não temos do que reclamar. Atendimento e serviço exemplares. 

Vamos contar então como é fazer a Pinguinera Terrestre em Ushuaia e se vale a pena ou não o investimento.

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Quanto custa fazer o passeio Pinguinera Terrestre em Ushuaia ?

O nome exato do passeio é “Pinguinera Terrestre Tarde“, pois ele acontece todos os dias com saída as 14h30min. Escolhemos essa opção porque nosso voo chegou em Ushuaia meio dia. Então aproveitamos e já chegamos fazendo a pinguinera. Agradecer ao Fernando da Brasileiros em Ushuaia que deixou guardarmos as nossas bagagens na agência.

A agência Brasileiros em Ushuaia foi a responsável pelos nossos tours em Ushuaia e é possível reservar por antecedência a Pinguinera Terrestre Tarde através do site deles, clique aqui. O passeio custa em torno de R$708,35 por pessoa e pode ser parcelado.

Dada a hora e local combinado, bem no porto em um estacionamento super fácil de achar e ao lado da placa do Fim Do Mundo embarcamos na van.

O passeio não inclui somente a visita a Isla Martillo, que é o lar dos pinguins. Nele visitamos as famosas Árvores Bandeira, a Estância Harberton, um Museu e a Ilha em si. Dura em torno de 6 horas e está incluso no valor: Navegação em bote semirrígido até a Ilha MartilloCaminhada na Ilha Martillo; Guia; e a Taxa Estância Harberton

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Primeira Parada: conhecer as árvores Bandeira, símbolo de Ushuaia

Após embarcarmos na van seguimos pela famosa Ruta 3 em um longo e lindo caminho, cortando a cordilheira dos Andes. O guia que nos acompanhou era ótimo, aliás em Ushuaia todos os guias foram muito bem, sabiam tudo na ponta da língua, além de serem super prestativos. Ele nos contava sobre cada cantinho interessante que passávamos e explicava as diferenças de utilidade dos locais no verão e inverno.

Depois de um bom tempo que não lembramos ao certo, mas por volta de 30 minutos, chegamos a primeira parada.

Fomos conhecer de perto as tão faladas Árvores Bandeira, aquelas que crescem de lado, quase que deitadas. Apesar do formato e crescimento curioso elas são saudáveis. E só ficam nesse formato por conta dos fortes e interruptos ventos patagônicos. 

Em nossa parada foi possível conhecer a Árvore símbolo de Ushuaia, com mais de 300 anos! E com mais tempo andando e conhecendo a região você verá que é comum avistar as Árvores Bandeira. 

A dica para quem fizer esse passeio é ouvir o guia falar sobre a árvore mais antiga e correr para o lado oposto. Assim você faz fotos sem ninguém e quando terminar já esvaziou a mais conhecida. Procure duas que ficam na beira do morro formando uma moldura, as fotos ficam lindas.

Segunda Parada: Estância Harberton

Nossa segunda para foi na Estância Harberton, a primeira e mais famosa de Ushuaia (um estância é uma espécie de fazenda). Foi ali que tudo começou, história pura! É na estância também que está localizada a Isla Martillo, onde os pinguins se reproduzem e crescem e o Museu Acatushúnde Aves e Mamíferos Austrais, um dos mais importantes do mundo em termos de pesquisa. Então ali passamos a maior parte do passeio.

Visitando os Pinguins na Isla Martillo:

Nossa primeira atividade na Estância Harberton foi visitar os pinguins e fazer a Pinguinera Terrestre. Partimos em um bote semirrígido, onde navegamos por cerca de 20min até chegarmos na ilha, onde desembarcamos.

Uma vez na Ilha Martillo, o guia nos passa as instruções de segurança e preservação da área. Ali é o habitat natural dos pinguins, lembrem-se que são animais selvagens e nós somos os estranhos por lá. Seguir a risca todas as recomendações é fundamental para a preservação. Somente grupos pequenos são permitidos e apenas 8 grupos por dia visitam a ilha se não me engano.

A caminhada dura cerca de 1 hora, um pouco mais as vezes, como em nosso caso. E posso contar para vocês que é algo incrível. A conexão tão próxima com eles é sensacional, eles são fofos, engraçados, desengonçados e lindos! E são muitos, muitos mesmo. Durante o período que eles estão por lá é possível avistar até 10 mil pinguins na ilha.

Além dos pinguins, muitas aves se estabelecem na ilha também. Ou seja, esse passeio é um prato cheio de natureza pura.

Nós deitamos e rolamos com os pinguins. Conhecemos mais dos seus hábitos e aprendemos a valorizar e preservar ainda mais esse tipo de local. Esse é o principal sentimento que tiramos e guardamos dessas aproximações.

Na Pinguinera Terrestre você consegue observar até 2 espécies de pinguins, um continental (Papúase de Magallanes) e outro antártico (Gentoo). E para a nossa sorte avistamos uma terceira espécie, muito raro de acontecer. Vimos o Pinguim Rei, o segundo maior pinguim do mundo. Muito conhecido no Brasil por estampar a logomarca de uma cerveja, a Antártica. Ele é lindo e estava junto da colônia de outros pinguins antárticos.

Aproveite muito esse passeio, foi o nosso preferido na Patagônia, vale a pena o investimento. Juro, é sensacional!

Um muito obrigado a equipe da Brasileiros em Ushuaia, com certeza uma das melhores agências de turismo que já tivemos a oportunidade de trabalhar junto. Recomendamos de olhos fechados.

Mais Informações sobre a Brasileiros em Ushuaia:

Endereço: Av. San Martin nº 870 – Ushuaia – Argentina 

WebSite: https://www.brasileirosemushuaia.com.br/

Instagram: @brasileirosemushuaia

 


*Os preços foram checados em JAN/2018

6 comentários em “Passeio Pinguinera Terrestre em Ushuaia

  • 15 de Janeiro de 2018 em 11:02
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    Que demais esse passeio! As fotos estão incríveis! Também, com essas paisagens, não tem como a foto sair ruim né? Adorei a dica!

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  • 15 de Janeiro de 2018 em 20:04
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    Sou doido para conhecer Ushuaia e esse passeio está na minha lista. Realmente os passeios lá são caros, mas com certeza vale o investimento. Ótimo post, muito esclarecedor!

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  • 15 de Janeiro de 2018 em 20:58
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    Olá, pessoal! Adorei o post. A Patagônia é uma das regiões que está na minha lista de desejos de viagens e esse post aguçou ainda mais a vontade. Você poderiam me dizer qual o melhor período para visitar? Um abraço.

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    • 18 de Janeiro de 2018 em 16:26
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      Olá Suzy, tudo bom? A melhor época é no verão mesmo. De novembro a março! Assim poderá contemplar um numero maior de paisagens e passeios.

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  • 17 de Janeiro de 2018 em 19:04
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    Pinguins são tão foooofos! Vi recentemente na Boulders Beach, na África do Sul, e adorei. As fotos do post estão ótimas, especialmente as das árvores. Bem interessantes.

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  • 27 de Janeiro de 2018 em 10:37
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    achei essas arvores liiiindas demais, dao um charme muito diferente ao lugar! os pinguins nem se fala entao ne, super fofos!

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